Mineirão, uma história.

Hoje foi o úlltimo jogo oficial no Mineirão, antes da reforma pra Copa de 2014. Meu GALO jogou contra o Ceará, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.  Galo lá na zona de rebaixamento, Ceará em 2°. Já saí de casa com certa apreensão, esse time do Galo não nos permite segurança. Mas não imaginava ver o que vi. Um time ridículo, sem raça, sem vontade de correr atrás da bola. Aceito (embora com MUITA raiva) as derrotas. Mas que elas venham com muito suor. Nos jogos como os de hoje, em que vejo essa coisa horrorosa, não há como segurar os nervos.

Último jogo no Mineirão. Estádio que freqüento desde que me entendo por gente. Pai cruzeirense, mãe atleticana… Mineirão era minha segunda casa. Por diversas vezes, amigos me xingaram porque eu deixava de ir vê-los, para ir ao Mineirão. É minha paixão, adoro ver a Massa tomando conta do lugar.  Aquela movimentação começando no mineirinho, passando pelo “Peixe”, bar reduto dos atleticanos, chegando ao Mineirão e ocupando tudo. Essa é a imagem que tenho na mente há uns 20 e tantos anos. Aí hoje tenho que ir despedir. A Copa vem aí, Mineirão fechado por 3 anos.

E o que acontece? Vejo um jogo RIDÍCULO! O Mineirão não merecia assistir a isso, Galo. Merecia sim, uma vitória daquelas emocionadas, gritadas, berradas! E o que vimos foi uma falta de vontade imensa de jogar, de fazer gols. Depois de 90 minutos de sofrimento, o jogo acaba. Como já estava programado, fogos explodem por todos os lados. Show pirotécnico, lindo de ver. E o que se ouve? Quase mais alto que os fogos, o som que prevalece é o grito da torcida: “Queremos jogador!!”

Tínhamos tudo pra fechar o Mineirão com chave de ouro. Gols, vitória, torcida inflamada cantando o hino, vibrando e comemorando. Mas não. Ouvimos vaias. Enquanto via aqueles fogos explodindo com todas aquelas cores, todo um filme passou por minha cabeça. Lembrei de todos os jogos que fui, desde criancinha. Lembrei de tudo que vivi ali, sempre com minha família. Lembrei que o Galo sempre foi importante na minha vida, e dia de jogo era mais uma das uniões da família. A gente estava lá em todo os os jogos. Lembrei que já vi ali vitórias e derrotas. Já vi meu time cair pra segunda divisão, e ser aplaudido de pé. Isso é a Massa.

Enquanto via aqueles fogos, meus olhos se enxeram de lágrimas. Por todo lado que eu olhava, só me vinham estas lembranças. Queria muito poder cantar o hino do meu time mais uma vez, mas ele não me permitiu. Mas tudo bem.  O que sinto por esse time, por esta torcida, passa por cima de qualquer derrota.

Vindo embora, vejo uma senhora bem idosa sendo carregada na maca pelos policiais. Deus queira que ela esteja bem, apesar de parecer que já estava no outro mundo. Até agora ela não sai da minha mente. Será que passou mal de raiva, vendo este time horrendo? Será que passou mal de emoção, relembrando quantas emoções viveu naquele local?

Termino este post com o pensamento nesta senhora. Apesar da raiva pelo time, o sentimento e as emoções que o Mineirão me proporcionou nestes 25 anos de idade são incontáveis. Imagino pra esta senhora, bem idosa. Que Deus esteja com ela, e a dê muitos mais anos de vida.

Saudações atleticanas. Mineirão, um até breve. Nos vemos em 2014.

Edit: Através deste post, fui convidada a dar uma breve entrevista para o Portal da Copa 2014 , também sobre o fechamento do Mineirão. Pra ler a entrevista, com reportagem do Igor Costoli, só clicar aqui.

Também dei entrevista pro ótimo blog Meu Time de Botão. Pra ler, clique aqui.

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5 Replies to “Mineirão, uma história.”

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  4. DIVINO BENEVIDES DA SILVA

    NO DIA 6 DE JUNHO 2010 EU JOGUEI NO MINEIRÃO NA PRELIMINAR DO JOGO EU FUI O GOLEIRO PELA PRIMEIRA VEZ TEVE UM GOLEIRO CEM MÃO NO MINEIRÃO PLACAR 3X2 PRA MIM ESTA JAMAIS VOU ME ESGUECER POIS TENHO ATE UM DVD GUE GANHEI DE PRESENTE DOS LANCES DO JOGO

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