Mídias Sociais, Egito e Brasil. Das lições e exemplo de um povo.

O mundo inteiro assistiu, durante 18 dias consecutivos, a luta e a perseverança de um povo em busca de sua liberdade. Após 30 anos tendo no poder um ditador, a população do Egito decidiu reagir.

Tendo como foco inicial a força das mídias e redes sociais,  a população começou co pessoas interessadas em dar um novo rumo ao seu país. Como característica das mídias sociais, o assunto se alastrou de forma rápida, angariando cada vez mais seguidores.

Ditador que era, o presidente tentou reagir drasticamente, interrompendo a internet e alguns serviços de telefonia no país. O povo não se intimidou. Através de ligações por celulares, o evento tomou força. E foram para as ruas. Por 18 dias, centenas de milhares de pessoas não arredavam pé. A cada dia que se passava, mais força o protesto tomava. Vendo que seu povo não desistiria, o ditador se enfraqueceu. E desistiu.

A vitória de um povo mais de 10.000km distante do Brasil deveria ser seguido como exemplo. Os egípcios mostraram ao mundo mais uma vez que, quando a população se une a favor de um ideal, não há nada nem ninguém que impeça a vitória. Os brasileiros já conheceram essa face da força coletiva, durante a ditadura e posterior renúncia de um presidente. Mas a nova geração, que já nasceu em um país democrático, parece não dar valor a isso.

Enquanto no Egito as pessoas foram às ruas para mudar todo um país, por aqui o nosso protesto é feito de forma irônica. O tal “voto de protesto” é feito na brincadeira, como se eleições fossem piadas. E colocam um palhaço analfabeto como o candidato mais votado. Pura ignorância.

O “jeitinho brasileiro”, que me mata de vergonha, é bradado aos quatro ventos por muitos. A malandragem, onde sempre se arruma uma forma de passar o outro pra trás em busca de vantagem própria, é praticado como se fosse algo inteligente, bonito. Essa malandragem, onde acham que votar em um humorista famoso é mais fácil do que estudar e escolher o melhor candidato, é idolatrada.

Que a união do povo do Egito sirva de estímulo e inspiração para nós, brasileiros da nova geração. Que sirva de exemplo e fique bem claro: as coisas podem até começar pelo Facebook. Mas a mudança só ocorre em OFF. Vamos desligar os computadores e ir pedir providências, no próximo aumento vergonhoso de salário dos nossos políticos.

One Reply to “Mídias Sociais, Egito e Brasil. Das lições e exemplo de um povo.”

  1. Cesar Augusto Boaretto

    Sabe, Amanda.

    Digo sempre: Estudantes japoneses sentaram em frente ao Palácio Imperial e só sairam após renuncia do Primeiro Ministro. Franceses fazem greve geral de categorias diversas por melhorias políticas. Poloneses protestam contra baixo salário. Argentinos fazem panelaço contra medidas do Governo. Coreanos “quebram o pau” com a polícia. Políticos corruptos são presos nos EUA a pedido dos contribuintes.

    Aqui no Brasil estudantes fazem passeata para paga meia passagem, enfrentam a polícia porque o time de futebol perdeu, vão para carnaval enquanto os políticos roubam nas nossas barbas.

    Temos o país que merecemos. Com um povinho deste…

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