[Roteiro de viagem] – Road trip de BH a Ubatuba/SP, passando por Trindade/RJ.

Fazia muito tempo que eu estava curiosa para conhecer Ubatuba, cidade paulista conhecida por ter mais de 90 praias e muitas cachoeiras, localizada em sua maior parte no Parque Estadual da Serra do Mar, o que garante uma paisagem lindíssima da Mata Atlântica. Aproveitei então que o feriado da Semana Santa emendou com o de Tiradentes para conhecer as praias do litoral paulistano.

Como seria minha primeira viagem dirigindo sozinha por horas e horas, publiquei neste mesmo blog uma postagem pedindo dicas de quem já tinha ido e recebi muita ajuda importante. A principal delas diz respeito aos quilômetros finais da viagem, a serra que liga Taubaté a Ubatuba.

Ubatuba – como chegar

Na reta final da viagem a gente entra no já citado Parque Estadual da Serra do Mar. A estrada é muito bonita e bem cuidada, apesar de ser pista única, o que demanda maior atenção. Mas são nos 8 km finais da serra que o bicho pega. Uma placa indica: “trecho íngreme, desça engrenado”. E é extremamente importante que se siga à risca a recomendação. É realmente MUITO íngreme e cheio de curvas sinuosas. Junte-se a isso o fato de ser pista única e a neblina que toma conta de tudo, fazendo com que mal se veja 1 metro à frente.

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Graças às dicas que eu já tinha recebido, fiquei sabendo que muitos carros perdem o freio na metade do caminho. Os motoristas pisam exaustivamente no freio, que aquece e para de funcionar. Ou seja, ferrou! Então já sabendo disso, desci de 1ª marcha e tentando pisar nos freios o mínimo possível. Nem isso ajudou muito e logo veio o cheiro de freio queimando.

O bom é que em toda a extensão existem muitas baias de apoio, onde é possível parar o carro com segurança (e sempre tem alguns carros parados nelas , hehe). Parei por alguns minutos para deixar que o freio esfriasse. E rapidamente chegou um carro de auxílio perguntando se estávamos com problema. Esses carros andam pra cima e pra baixo dando apoio pra quem tá passando aperto, achei isso muito bacana.

Serra de Ubatuba

Depois de uns 15 minutos continuamos a descida e é um alívio quando vemos a placa que indica o fim da serra. Ufa! Malandramente, a primeira coisa que se vê imediatamente assim que a descida acaba é uma oficina mecânica especializada em freios. Já cansados da viagem que se prolongou bastante e como a tarde quase chegava ao fim, optamos por parar na primeira praia que passamos, ao invés de ainda ir na pousada, o que acabaria com nossa possibilidade de curtir uma praia ainda no primeiro dia.

E então chegamos na Praia Grande, a mais conhecida, de mais fácil acesso e a que mais fica cheia. Conheço muitas praias desse Brasilzão, mas nunca tinha visto nada tão sujo! Latinhas de cerveja, embalagens de comida, picolés e tudo que se consome num dia de praia estava jogado na areia, de fora a fora. Parecia que um furacão tinha passado por ali. É lamentável que as pessoas ainda não tenham a consciência de recolher seu lixo. Logo a maré vai subindo e levando tudo pro mar. Muito triste.

Já era quase 17hs, mas ainda assim a praia estava lotada e demoramos um pouco pra achar uma mesa vaga. Quando achamos, fomos informados que para sentar era preciso consumir um mínimo de R$50. Ok, estávamos loucos por algumas cervejas e com fome, não seria problema. Apesar da sujeira e do sol quase se pondo, deu pra curtir o clima de praia que nós mineiros tanto ansiamos.

No dia seguinte fomos para a Praia do Cedro, que segundo pesquisas que fiz é uma das mais bonitas da cidade, e uma das mais vazias. Claro que como era feriado prolongado, esta última característica cai por água abaixo. Mas ainda assim pudemos confirmar sua beleza. Para chegar até ela devemos descer um pequena trilha, com cerca de 10 minutos de caminhada. Tem uma pequena faixa de areia e apenas um quiosque vendendo bebidas e tira-gostos, o que deixa a praia com um ar mais intimista, reservado.

Praia do Cedro

Praia do Cedro

A água é clara e por este motivo pode-se alugar snorkel e equipamentos para mergulho raso, sendo possível até para crianças. Dizem que o visual debaixo dágua é incrível, sendo possível ver muitas espécies marítimas. Fomos um dos últimos a ir embora, ficamos por lá até a noite cair, sentindo aquela energia maravilhosa de curtir a água do mar de noite, rodeada completamente da natureza, tendo como companhia apenas o pessoal que trabalha no quiosque. Só fomos embora quando o breu tomou conta (não tem luz!) e tivemos que subir a trilha com a apenas lanterna do celular e a lua iluminando o caminho  :)

(Só um parêntese para falar mais uma vez sobre a questão do lixo. A praia não estava suja como a Praia Grande, mas porque o rapaz que trabalha no quiosque faz o trabalho da limpeza alheia. Conversando com ele, nos disse que fica horas recolhendo latinhas e mais latinhas de cerveja, que as pessoas levam na caixa de isopor/térmica mas não se dão ao trabalho de recolher na hora de ir embora. É claro que ali os serviços de limpeza da cidade não chegam. Nenhum gari vai caminhar 10 minutos em trilha pra pegar lixo dos turistas. Então não dá pra entender a pessoa achar que tudo bem deixar seu lixo pra trás. Vamos ter mais consciência, gente!)

Penúltimo dia da viagem, decidimos cruzar a divisa dos estados SP/RJ e fomos pra Trindade, uma vila pertencente à cidade de Paraty (RJ). O caminho dura cerca de 1 hora pela rodovia Rio-Santos, com uma paisagem MARAVILHOSA! Impossível não parar no caminho pra apreciar a vista.

estrada rio santos

Trindade também estava lotada de turistas e o trânsito pelas ruas estreitas estava complicado em alguns trechos. Resolvemos não andar muito e paramos na Praia do Cachadaço, uma orla com muitos quiosques e praia com boas ondas. No quiosque que ficamos rolava uma música ao vivo, banda muito boa e de ótimo repertório. Para os mais animados, indico pegarem alguma das várias trilhas que existem por lá, que levam a praias mais desertas ou cachoeiras.

Trindade

Por fim, dia de voltar pra casa. Não sem antes conhecer a Praia da Enseada, que era onde a pousada que ficamos está localizada. É uma praia muito tranquila e sem ondas, quase um rio, sendo assim muito recomendada para crianças. Nossa pousada, a Chalés Virena, fica a 80 metros da praia e recomendo muito. Chalé aconchegante com cozinha equipada, tv e camas tudo muito bem cuidado. Tem área pra churrasco e uma piscina pequena, mas que dá pra curtir após um dia de praia. O preço foi muito bom e custo benefício excelente. Toda a negociação foi feita anteriormente por e-mail e tudo correu da melhor maneira possível.

Cabô viagem, hora de voltar pra casa. Agradecendo aos céus pela viagem perfeita e já com planos na cabeça sobre o próximo destino!

Para ver o álbum de fotos completo, acesse a página do Próxima Parada no Facebook.

5 Replies to “[Roteiro de viagem] – Road trip de BH a Ubatuba/SP, passando por Trindade/RJ.”

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  2. Amanda Almeida

    Todas suas dicas foram ótimas, Cássio! Enquanto ia pra Trindade e toda hora via placas indicando outras praias/cachoeiras, pensava “queria ficar um mês inteiro aqui!”. São muuuuitas praias e pelo que vi, cada uma mais linda que a outra.Queria tb ter ido no aquário, no Tamar e nos restaurantes que você indicou. Fica pra próxima :)

  3. Cássio Campos

    Amanda, que bom que gostou! E bom saber que pelo menos a dica da descida da serra foi de proveito! A próxima vez não deixe de ir na praia da fazenda que está no caminho para Trindade e também em Toninhas que é do lado da Enseada!!! Abrs!

  4. Amanda Almeida

    Foi excelente, Cesar! Só passou muito rápido, hehe. É o tipo de lugar que dá pra passar um mês inteirinho fácil, só conhecendo lugares novos. Muito bom.

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