Pampulha é Patrimônio Mundial da Humanidade

Vocês viram? Ainda na madrugada deste domingo, dia 17 de julho, o Conjunto Moderno da Pampulha conquistou por unanimidade o título de Patrimônio Mundial da Humanidade! O título foi reconhecido na 40ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que aconteceu em Istambul, Turquia, e todos os 21 países participantes votaram favoravelmente. Mas o que é exatamente o “Conjunto Moderno”?

Pampulha é Patrimônio Mundial da Humanidade

Fazem parte do Conjunto Moderno da Pampulha a paisagem que integra a orla da Lagoa da Pampulha, a Igreja de São Francisco de Assis, o antigo Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a antiga Casa do Baile (hoje Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte), o Iate Tênis Clube, a Praça Dalva Simão (antiga Santa Rosa) e os jardins de Burle Marx, que estão presentes em algumas destas construções citadas.

Com este título, a Pampulha passa a fazer parte de um grupo de grandes obras da humanidade, onde estão presentes maravilhas arquitetônicas e culturais pelo mundo inteiro. O objetivo da Unesco ao estabelecer este título é o de valorizar a importância das obras e, principalmente, garantir a preservação para as futuras gerações. E este é um ponto crucial para a Pampulha!

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A região é muito bonita e as obras ali presentes foram criadas por importantes personalidades. Não preciso nem citar a importância que  Niemeyer (autor das obras citadas), Burle Marx e Portinari (autor do painel externo de azulejos e das obras no interior da igreja) tem para o mundo. Mas acima disso, sabemos também que há anos a Pampulha padece de falta de atenção.

Sua água extremamente poluída e imprópria para banho já foi alvo de inúmeros políticos, que a usam com mau-caratismo para conquistar votos. A despoluição das águas já virou lenda e a população não pode deixar de cobrar.

Outra questão que não pode deixar de ser citada foi a crueldade que fizeram com as capivaras recentemente. Acusadas de espalhar febre maculosa, recolheram as bichinhas e as deixaram em cativeiro. Das 52 recolhidas, apenas 14 sobreviveram e voltaram à Lagoa cerca de 1 ano e meio depois, já sem o carrapato transmissor da doença. O número expressivo de capivaras mortas no cativeiro ativaram a ira dos ativistas ambientais, que suspeitam de maus tratos.

Para finalizar, algo que nunca devemos deixar de observar é a Lei de Uso e Ocupação do Solo, que garante que não se possa construir imóveis no entorno da lagoa. Há pouco tempo, tentaram burlar essa lei e a população deu o grito. Mas a vigilância deve ser constante.

Para o Belo Horizonte e para o Brasil é muito interessante termos mais um Patrimônio Mundial em nossa cidade. É um lugar agradável para passear, caminhar, andar de bicicleta, levar as crianças… devemos valorizar o que temos e ajudar (e cobrar!) cada vez mais pela preservação de nossos pontos turísticos.

 

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Eu adorava levar um livro e ler por ali, em volta dos patos e capivaras.

Amanda Almeida Fotografia

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