Belo Horizonte – roteiro de 2 e 3 dias

“BH é uma roça grande” e “BH é um ovo” são duas expressões que você provavelmente vai ouvir de um belorizontino. E é bem isso. Belo Horizonte ainda é uma cidade muito tradicional, um pouco arredia a novidades, seu povo mantém aquela característica que vemos no interior: o jeito ressabiado e tímido, mas alegre e hospitaleiro. Dá pra entender. BH completa no próximo dia 12 de dezembro apenas 119 anos! Uma jovenzinha ainda mas que tem muita história pra contar e muita coisa maravilhosa para oferecer, e é isso que vamos ver agora.

Procurando hospedagem? Reserve pelo Booking, site onde normalmente faço minhas reservas. Recomendo também o Airbnb, onde é possível alugar a casa inteira ou apenas 1 quarto, deixando a viagem ainda mais econômica! Cadastre no Airbnb usando este link e ganhe R$85 de desconto na sua primeira hospedagem.

 

O que fazer em Belo Horizonte – Dia 01

Podemos começar pelo Mercado Central, que este ano foi eleito pela revista Tam nas Nuvens o 3° melhor mercado do mundo! Ficou atrás apenas dos mercados de Barcelona e Londres. A reportagem destaca a qualidade e variedade de produtos, que vai das delícias mineiras (queijos, doces, cachaças…), artesanato local e claro, bares e quitandas.

Vale a pena se perder pelos corredores, comer a tradicional fatia de abacaxi, comprar algumas lembrancinhas (o doce de leite Viçosa e uma cachacinha são imprescindíveis!) e tomar um café da manhã caprichado. Recomendo o Dona Diva Café e Quitandas e o Empório João & Maria, são de enlouquecer! A Du Pain com seus pães artesanais, enfim. Qualquer loja que você entrar vai se apaixonar. Ah, e não deixe de tomar uma cerveja gelada comendo um tira gosto em pé mesmo em um dos inúmeros bares dos corredores. Se preferir almoçar, o Casa Cheia é nota 10.

 

Agora vamos para a Praça Sete, onde o “Pirulito da Praça Sete” marca o ponto mais movimentado da cidade. Turisticamente falando ali não tem muitas bonitezas para se ver, mas como é o centro da cidade, é onde eventualmente os moradores sempre passam. Quando estou viajando gosto de conhecer esses lugares, para sentir como é o dia a dia da cidade para seus moradores e não conhecer só o lado turístico.

De lá vamos subir para a Praça da Liberdade, dando um pouco de volta para conhecer duas igrejas lindíssimas e um museu. Não sou religiosa mas adoro visitar igrejas e observar a arquitetura. A Igreja de São José foi reformada esse ano e recebeu as cores originais de sua fundação, está super coloridona e chama a atenção de quem passa pela Avenida Afonso Pena, a principal da cidade. Vale a pena entrar, o interior dela é magnífico!

Saindo, pegamos a Rua da Bahia (amo essa rua!) e entramos no primeiro Museu da Moda do Brasil! O prédio é maravilhoso e muitos acham que é uma igreja. Até esse mês ali era o “Centro de Referência da Moda” mas agora em dezembro ganhou o status de museu. Subindo mais um pouco e chegamos na Basílica Nossa Senhora de Lourdes, em estilo neogótico. Dá pra ficar uns 10 minutos olhando todos os detalhes, todas aquelas torres contrastando com os prédios ao redor. Linda!

 

Finalmente chegamos na Praça da Liberdade! Se perguntar para os moradores qual lugar da cidade eles acham mais bonito, aposto que a maioria vai dizer logo: Praça da Liberdade! Mas já digo, não vale ir com pressa. Além da praça em si que é bem linda, os prédios ao redor são todos históricos. Até 2010 eles eram sede de órgãos do governo, mas naquele ano todos os órgãos foram transferidos para a Cidade Administrativa (quem chega a BH pelo aeroporto de Confins vai passar em frente) e todos os prédios foram transformados em museus!

O maior conjunto integrado de cultura do Brasil recebeu o nome de  Circuito Cultural Liberdade. São 14 (!) instituições com atrações diversificadas e interativas. Lá você pode conhecer mais sobre a origem do mundo e dos planetas (Espaço do Conhecimento UFMG), sobre a história de Minas Gerais (Memorial Minas Vale) e exposições de artistas nacionais e internacionais renomados CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Neste último, aproveite para descer e tomar um café delicioso no Café com Letras.

Vale muito a pena conhecer cada um deles, com destaque para os citados acima. Mas os outros também são muito interessantes e se eu fosse você, não deixaria de ir. Procure pelo centro de atendimento ao turista e pegue um mapa informativo, para saber direitinho onde fica cada museu.

Depois de tanto andar e ver, você já deve estar com fome. Uma boa pedida é descer para a Savassi, uma das regiões mais famosas da cidade. Tenho certeza que você vai querer comidinhas bem mineiras, então recomendo o Dona Lucinha e o Maria das Tranças.

Comida mineira pesa, sei bem! Então vale dar umas voltinhas à pé pelos quarteirões da Praça da Savassi pra fazer a digestão, dar um pulinho nas lojas e olhar os bares, já anotando o nome que mais gostar para conhecer de noite. Agora tomar um cafézinho no tradicional 3 Corações e chamar um uber (cadastre-se no app usando o código ” vr649ue “e ganhe R$10 reais de desconto nas duas primeiras viagens) para ir para o Mirante do Mangabeiras.

Quem gosta de adrenalina pode aproveitar para conhecer a tirolesa que foi recém inaugurada. Ela parte do Mirante do Mangabeiras (que tem uma vista incrível da cidade!) e vai parar na Praça dos Esportes do Parque Mangabeiras. São 800m e velocidade que pode chegar até a 100km/h. Se alguém aí animar a aventura me conta o que achou, porque acho que jamais terei coragem  :P

Descemos para a Praça do Papa pra tomar uma água de coco e esperar o pôr do sol, que fica lindo visto de lá! Vale sentar no gramado para descansar de todo um dia agitado de passeio, recuperar as energias enquanto o sol se vai e a noite chega. Como lá é alto, faz frio. Então já podemos ir embora para o hotel, tomar um banho e se arrumar pra noite!

Já que Minas não tem mar, eu vou pro bar!

Esse é o principal lema dos mineiros e não é atoa que Belo Horizonte é a Capital Mundial dos Botecos. Sim, é oficial, está na lei e tudo. Em 2009 foi publicada no Diário Oficial do Município a sanção da Lei 9714. O texto declara a cidade de Belo Horizonte como a Capital Mundial dos Botecos. É a cidade brasileira que mais tem bares e restaurantes por habitante.

Você pode optar por ir em algum dos que viu mais cedo pela Savassi ou ir para a rua Pium-í, que fica ali perto. São cerca de 3 quarteirões de bares botecos e baladas, para todos os gostos e bolsos. Gosto muito da Choperia Almanaque, Albanos e Itatiaia Rádio Bar. Vá sem medo de ser feliz e escolha os seus preferidos. Que tal pular de bar em bar, para conhecer vários? Vale a pena! Só não se esqueça que amanhã ainda tem muitos passeios!

Belo Horizonte – roteiro para o 2° dia

Se o seu segundo dia na cidade for num domingo, vale acordar cedo porque as duas primeiras atrações do dia funcionam só até 13hs. Começamos na Feira Hippie, a maior feira a céu aberto da América Latina, com cerca de 3 mil expositores em 17 setores. Muito artesanato, roupas, bijouterias, produtos para decoração e claro, barraquinhas com comidas e bebidas. Prepare algum dinheiro porque com certeza você vai querer comprar algumas coisinhas! Coma um tropeiro ou espetinho e vamos embora para a Lagoa da Pampulha.

Saindo do centro, nossa próxima parada é a Lagoa da Pampulha, que teve seu conjunto arquitetônico tornado Patrimônio Cultural da Humanidade este ano. Idealizada pelo então prefeito Otacílio Negrão de Lima, começou a tomar forma com o prefeito seguinte, Juscelino Kubitschek, que convidou o arquiteto Oscar Niemeyer para projetá-la. São dele os principais pontos turísticos da Lagoa.

Podemos começar pelo estádio Mineirão, onde tem o Museu do Futebol. Aos domingos ele funciona só até 13hs, por isso deve ser a primeira parada na Pampulha. De lá, visitamos a famosa Igreja São Francisco de Assis (mais conhecida como Igreja da Pampulha) com os lindos painéis de Cândido Portinari, passando pela Casa do Baile e chegando no Museu de Arte Moderna, que tem um lindo jardim na frente, obra do paisagista Burle Marx.

Se a fome bateu, o restaurante-fazenda Paladino fica próximo à Lagoa. O lugar é lindo, enorme, com espaço agradável para as crianças e boas opções no menu. O renomado Xapuri também fica por ali, com comidinhas mineiras. Mas se sua vibe for mais econômica, vale a pena ir para a Avenida Guarapari no bairro Santa Mônica. Também próximo à Pampulha, a avenida fervilha com bares de todos os tipos.

Se ainda tiver fôlego, vale a pena fechar a noite com mais bares! Sim, já esqueceu do nosso lema? Se não tem mar, vamos para o bar! Vale escolher o bairro Prado (destaco o Patorroco, Agosto Butiquim, Bananeiras Bar e Rima dos Sabores), o bairro Santa Tereza – passando pelo lindo Viaduto Santa Tereza (destaque para o bistro Birosca S2, Pizzaria Parada do Cardoso, bar Fundos da Floresta, Bitaca da Leste e o boteco mais antigo da cidade, o Bar do Orlando, aberto em 1919 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.) Se for apaixonado por cervejas artesanais, boas escolhas são o Hipper Frios, no bairro União, o Café Viena no bairro Funcionários e o Centro Cervejeiro da Backer.

Dia 3 – Inhotim

Não é BH, mas tá pertinho. Se você ainda tem um dia, aproveite para conhecer Inhotim, o maior museu de arte contemporânea a céu aberto da América Latina! O lugar é simplesmente espetacular, uma natureza ímpar que se une às galerias de arte. Na verdade são necessários 2 dias inteiros para conseguir conhecer o museu por inteiro, mas em um dia dá para conhecer as obras que mais gostar.

E assim se encerra nosso roteiro de 3 dias por Belo Horizonte! Passamos pelos principais pontos da cidade mas ainda tem muito o que se ver, inclusive nas cidades próximas. E é por isso que em breve teremos a continuação, com um roteiro de 5 dias por BH e região. Tem um lugar que você gosta muito na cidade e não foi citado no texto? Deixa a dica nos comentários!

6 Replies to “Belo Horizonte – roteiro de 2 e 3 dias”

  1. Edipo Silva

    Pra quem vem de fora, num possível roteiro de 5 dias é visitar a Cachaçaria/Parque Ecológico Vale Verde.

  2. Amanda - Resposta do Autor -

    Fico feliz que tenha gostado, Lilian! Moro aqui desde que nasci, a gente tem que gostar, ne? Ou se não gostar, procurar outro lugar pra ser feliz, hehe. Obrigada pelo comentário. Beijo grande!

  3. Lilian Azevedo

    Muito, muito bom seu post. Dá para sentir a paixão com que foi escrito. Que lindo falar assim da nossa terra. Parabéns. Beijocas

  4. GERSON DE ALMEIDA

    Belo horizonte, uma roça grande ou uma cidade despreparada para um show, ja dizia Milton Nascimento.

  5. Viviane oliveira

    Bacana, tinha pego essa dica do Xapuri mas noncorre corre do encontro nem deu pra eu ir.

Deixe uma resposta